sexta-feira, 19 de junho de 2009

ANJO DA MORTE






A noção de um anjo que remove a alma do corpo na morte parece ter sido desenvolvida das antigas idéias sobre divindades da morte.


Tais figuras são divulgadas na cultura mundial.


No Hinduismo, por exemplo, Yama é o deus da morte. Nos textos védicos mais antigos, Yama governou em um reino após a vida não diferente do Valhalla nórdico, em que os mortos desfrutavam de prazeres carnais. À medida que o Hinduismo foi se transformando no período pós-védico, Yama tornou-se um semideus um tanto impiedoso, que seduzia as almas dos mortos e as conduzia para o outro mundo.

O conceito de anjo da morte foi completamente desenvolvido no Judaísmo rabínico. Assim como Yama, o anjo judeu da morte (malakh ha-mavet) transformou-se com o tempo.

A princípio, esses emissários bíblicos da morte estavam claramente sob o comando direto de Deus, como por exemplo em IISam:

"Ora, quando o anjo estendeu a mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, retira agora a tua mão" (II Sam. 24:16).

Embora não haja referências bíblicas identificando um anjo em particular ou um grupo de anjos como tendo a tarefa específica de trazer a morte, muitas referências fazem ilusão a "anjos destruidores" (Êxodo. 12:23,II Sam.24:16 e Isa.37:36); um "segador" fatal (Jer.9:22) e " mensageiros da morte" (Prov. 16:14).

Somente na literatura pós-bíblica é que surge a idéia do anjo da morte como tal.

Este "anjo"gradualmente se desenvolve em uma figura demoníaca atuando por sua própria iniciativa. De acordo com o Talmede, o anjo da morte foi identificado com Satanás, e a noção do anjo da morte como mal foi refletida em muitos folclores e em muitas práticas populares associadas à morte, enterro e luto. Por exemplo, um folclore muito conhecido é que é impossível morrer no meio de estudo do Torá.

Os diversos foclores associados ao anjo da morte se encaixam em três categorias gerais. No primeiro grupo, que pode ser chamado de lendas de horror e magia, o anjo da morte teimoso e cruel é um tipo anti-herói, algo como o Drácula de muitas histórias de vampiro. Na segunda categoria, o anjo da morte pode ser derrotado, especialmente por trapaça humana. Nestas lendas, ele é representado como sendo um tanto estúpido.

No último grupo, o anjo da morte é movido de compaixão para poupar a vida de alguém ou agir benevolentemente de alguma outra maneira.

Em muitas dessas narrativas, o confronto com o anjo da morte ocorre em uma noite de casamento, durante a qual um dos dois noivos é destinado a morrer.

Fontes: Encyclopaedia Judaica. Vol.2. Nova York: Macmillan, 1971

Masello, Robert. Fallen Angels...and Spirits of the Dark. Nova York: Perigree, 1994.

Sykes, Egerton. Who's Who: Non-Classical Mythology. Nova York: Oxford University Press, 1993.

Enciclopédia Dos Anjos - James R. Lewis, Evelyn Dorothy Oliver - Makron Books.

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